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CPAP e aparelho intraoral: indicações diferentes no tratamento do ronco e da apneia do sono

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    Drª Simone Xavier | Vitaclass
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

No tratamento do ronco e da apneia do sono, dois recursos são frequentemente citados: o CPAP e o aparelho intraoral. Embora muitas pessoas os enxerguem como opções concorrentes, esses dispositivos não devem ser comparados como escolhas equivalentes. Cada um possui indicações específicas, baseadas no diagnóstico, na gravidade do distúrbio e no perfil clínico do paciente.

Entender o papel de cada abordagem é fundamental para um tratamento seguro, eficaz e responsável.


Tratamento dos distúrbios respiratórios do sono

Distúrbios respiratórios do sono, como o ronco simples e a apneia obstrutiva do sono, ocorrem quando há dificuldade na passagem do ar pelas vias aéreas durante o sono. Essa obstrução pode ser parcial ou total e compromete tanto a oxigenação do organismo quanto a qualidade do descanso.

O tratamento adequado depende de avaliação clínica criteriosa e de exames específicos, como a polissonografia, que permitem identificar a gravidade do quadro e orientar a conduta terapêutica.


CPAP: padrão-ouro no tratamento da apneia do sono

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é um equipamento que mantém um fluxo contínuo de ar pressurizado nas vias aéreas por meio de uma máscara. Essa pressão impede o colapso das vias aéreas durante o sono, evitando as pausas respiratórias.

Por sua alta eficácia, o CPAP é considerado o padrão-ouro para o tratamento da apneia do sono, especialmente nos casos moderados e graves. Sua indicação é definida pelo médico do sono, com base no diagnóstico e na gravidade da doença.

Apesar de extremamente eficiente, o sucesso do CPAP depende de adesão ao uso, o que pode ser um desafio para alguns pacientes.


Aparelho intraoral: indicação criteriosa em casos específicos

O aparelho intraoral, também chamado de dispositivo de avanço mandibular, é um aparato odontológico personalizado utilizado durante o sono. Ele atua avançando a mandíbula de forma controlada, auxiliando na manutenção da via aérea aberta.

Na Odontologia do Sono, o aparelho intraoral não substitui o CPAP, mas pode ser indicado em casos selecionados, como:

  • ronco simples;

  • apneia do sono leve;

  • alguns casos moderados, quando há indicação conjunta com o médico do sono;

  • pacientes que não se adaptam ao CPAP, sempre após avaliação adequada.

Sua indicação depende de critérios clínicos bem definidos e de acompanhamento contínuo.


Não é uma escolha entre aparelhos, mas uma decisão clínica

A decisão entre CPAP, aparelho intraoral ou outras estratégias terapêuticas não deve ser feita pelo paciente isoladamente. Ela depende de:

  • diagnóstico correto;

  • gravidade da apneia;

  • características anatômicas;

  • avaliação médica;

  • análise odontológica;

  • e, muitas vezes, do trabalho integrado entre profissionais.

Em alguns casos, diferentes abordagens podem ser combinadas ao longo do tempo, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade do sono e reduzir riscos à saúde.


Odontologia do Sono e cuidado responsável

O papel da Odontologia do Sono não é oferecer soluções universais, mas atuar de forma integrada, responsável e baseada em evidências científicas. Mais do que eliminar o ronco, o objetivo é contribuir para um sono mais saudável, seguro e reparador.

Buscar avaliação profissional adequada é o primeiro passo para entender o que acontece durante o sono e receber a orientação correta para cada caso.


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