Pessoas submetidas a cirurgia ortognática podem precisar de tratamento fonoaudiológico. Quando as bases ósseas (maxila e/ou mandíbula) são reposicionadas nem sempre a musculatura se readapta sozinha e, consequentemente, as funções executadas por estes músculos podem ficar alteradas.
O tratamento fonoaudiológico consiste em direcionar de maneira mais rápida e adequada a recuperação muscular e funcional orofacial após a cirurgia. Há casos em que o paciente se sente perdido tanto com sua “nova face” quanto com seu novo espaço intra-oral, refere estranheza ou ter desaprendido a falar, engolir e mastigar. Dificuldades na execução destas funções básicas que realizamos automaticamente podem gerar muito desconforto e, dependendo do grau das dificuldades, até sentimentos como desânimo, certo grau de arrependimento e impaciência surgem.
O ideal é a realização de uma avaliação pré cirúrgica para que o fonoaudiólogo saiba como são e se comportam os músculos orofaciais e como realiza as funções de respiração, deglutição, fala e mastigação. O retorno deve ocorrer entre 10 e 15 dias após a cirurgia e inclui reavaliação, orientações, inclusive sobre a redução do edema (inchaço) e início da terapia, quando necessário. Quando o paciente é tardio muitas vezes compensações negativas já estão instaladas, as funções sendo mal executadas e o prognóstico pode ser reservado. Converse com seu cirurgião ou ortodontista e peça indicação de um fonoaudiólogo que tenha experiência no atendimento a pacientes submetidos a cirurgia ortognática e que seja especialista em Motricidade Orofacial.
Sibeli Daenecke (CRFa 6781/SC)
Fonoaudiologia pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Especialista em Motricidade Orofacial pela CEFAC Saúde e Educação.
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