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Estalos na mandíbula são normais ou podem ser sinal de DTM?

  • Foto do escritor: Drª Jordana Senff
    Drª Jordana Senff
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

Abrir a boca e ouvir um “clique” ou estalo na mandíbula é algo mais comum do que muitas pessoas imaginam.

Alguns pacientes percebem esse som ao mastigar, bocejar ou até ao falar. Muitas vezes não há dor, e por isso o sintoma acaba sendo ignorado por anos.

Mas surge a dúvida: isso é normal ou pode indicar algum problema na articulação da mandíbula?

Em muitos casos, os estalos estão relacionados a alterações na articulação temporomandibular, conhecida como ATM. Quando essa articulação apresenta algum desequilíbrio, pode surgir um conjunto de sintomas chamado Disfunção Temporomandibular (DTM).


O que acontece dentro da articulação quando ocorre o estalo

A mandíbula se conecta ao crânio por uma articulação localizada logo à frente do ouvido. Essa estrutura funciona como uma espécie de “dobradiça” que permite abrir, fechar e movimentar a boca.

Dentro dessa articulação existe um pequeno disco cartilaginoso, responsável por amortecer os movimentos. Quando esse disco se desloca levemente durante a abertura ou fechamento da boca, pode ocorrer o estalo que muitas pessoas percebem.

Em algumas situações, esse deslocamento acontece sem causar dor ou limitação de movimento. Em outras, pode indicar que a articulação está sofrendo algum tipo de sobrecarga.


O que pode causar estalos na mandíbula

Diversos fatores podem contribuir para o surgimento desses ruídos na articulação. Entre os mais comuns estão:

  • Bruxismo ou apertamento dos dentes

  • Estresse e tensão muscular

  • Sobrecarga na articulação ao mastigar

  • Hábitos como roer unhas ou morder objetos

  • Doenças sistêmicas 

Em alguns casos, os estalos aparecem de forma isolada. Em outros, podem ser o primeiro sinal de um quadro de DTM.


Quando o estalo pode ser um sinal de alerta

Se o estalo aparece sozinho e não causa dor, muitas vezes ele apenas indica uma pequena alteração no funcionamento da articulação. Mas é importante prestar atenção quando surgem outros sintomas associados, como:

  • Dor na mandíbula ou na face

  • Dificuldade para abrir a boca

  • Sensação de travamento da mandíbula

  • Dores de cabeça frequentes

  • Dor próxima ao ouvido

  • Sensação de cansaço ao mastigar

Quando esses sinais aparecem juntos, pode haver um quadro de Disfunção Temporomandibular que merece avaliação profissional.


Ignorar o problema pode agravar os sintomas

Muitas pessoas convivem com estalos por muito tempo sem buscar orientação. Com o passar dos anos, a sobrecarga na articulação pode evoluir e gerar sintomas mais intensos.

Entre as possíveis consequências estão inflamações na articulação, dor muscular na face e limitação de movimento da mandíbula.

Por isso, observar esses sinais e buscar avaliação quando necessário é importante para evitar que o problema evolua.


Como é feita a avaliação da DTM

O diagnóstico geralmente começa com uma avaliação clínica feita pela dentista.

Durante a consulta, a profissional analisa os dados de saúde do paciente, funcionamento da mandíbula e possíveis sinais de tensão muscular. Em alguns casos, exames de imagem podem ser solicitados para avaliar a articulação com mais detalhes.

Cada paciente apresenta causas diferentes para a DTM, por isso o tratamento sempre precisa ser individualizado.


Tratamento para estalos na mandíbula

Na maioria dos casos, o tratamento da DTM é conservador e busca reduzir a sobrecarga na articulação.

Entre as abordagens mais utilizadas estão:

  • Placas de mordida para controle do bruxismo

  • Fisioterapia para musculatura da face

  • Orientações sobre hábitos que sobrecarregam a mandíbula

  • Controle do estresse e da tensão muscular

  • Medicações 

  • Infiltrações com ácido hialurônico 


Estalos na mandíbula podem parecer algo simples, mas merecem atenção. Mesmo quando não há dor, esse ruído pode indicar que a articulação está sofrendo alguma alteração no funcionamento e a tendência é de piora ao longo do tempo. 

Se o estalo aparece com frequência ou vem acompanhado de dor, travamentos ou dores de cabeça, o ideal é buscar avaliação profissional.

Um diagnóstico precoce ajuda a entender a causa do problema e a preservar o equilíbrio da articulação temporomandibular.


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